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González volta ao país depois de show que lotou o Circo Voador em 2016. As apresentações, marcadas para janeiro de 2019, serão no Rio e em São Paulo e contam com abertura da banda Moons.

José González

Há quase dez anos lotando casas de show e até mesmo salas de concerto pela Europa, José González desembarca no Brasil em janeiro de 2019. O cantor de indie/folk sueco, filho de imigrantes argentinos (o que explica o nome latino), sobe ao palco do Circo Voador, no Rio de Janeiro, no dia 22 de janeiro. No dia seguinte, 23, toca na Audio, em São Paulo. As apresentações são uma parceria entre Queremos! e Heineken, e os ingressos estão à venda no site do Queremos!.

Essa turnê será mais uma chance de ver o artista em solo brasileiro. Em 2016, o Queremos! lotou o Circo Voador com a vinda de González e da britânica Lucy Rose. Na ocasião, ele declarou seu amor pela música brasileira: “Amo música brasileira. [Amo] Chico Buarque, Caetano Veloso e João Gilberto”. E brincou com a votação dos “empolgados” (os fãs do Queremos!) que possibilitou sua estreia no Brasil: “Como artista, é uma honra saber que as pessoas votaram em você. Mas tenho certeza de que votaram em Justin Bieber e que eu era o número 500 da lista”.

Com três discos na bagagem, o cantor chama a atenção pela versatilidade com a qual pode se apresentar ao público - apenas com voz e violão, com banda completa ou acompanhado de orquestra. Seja como for, concebe sua performance de forma intimista. No Rio e em São Paulo, desta vez, estará sozinho, dedilhando as cordas do instrumento. O repertório terá faixas dos três discos, “Veneer” (2003) e “In our nature” (2007) e “Vestiges and Claws” (2015). Uma das mais notáveis, do primeiro álbum, é o hit “Heartbeats”.

Recentemente, González tocou no Royal Albert Hall junto com a The String Quartet - uma espécie de coletivo orquestral que traz um ar contemporâneo para a música clássica e instrumental. A sala de concerto, em Londres, é uma das cinco mais importantes no mundo. A parceria com a orquestra vem desde 2010, e gerou uma influência direta em como o músico concebe sua obra. Quando compôs “Vestiges and Claws”, sem um produtor, defendeu um trabalho mais autoral e longe da zona de conforto. “Algumas pessoas se queixam de que minha música é confusa, mas eu não quero soar de forma tão nítida. Gosto de me refletir num lugar que fica entre Shuggie Otis e Simon & Garfunkel”, define-se o artista em seu site pessoal.

Se de um lado a sonoridade é distorcida, de outro as letras são “muito mais claras”, defende González. “Vestiges and Claws” traz um viés humanista, que vem na esteira de trabalhos como a parceria com a Red Hot Organization (organização internacional sem fins lucrativos de combate à Aids), em que cantou “This Is How We Walk On The Moon”, faixa de uma coletânea que homenageou Arthur Russell (músico vítima da síndrome). Sobre a alusão aos direitos humanos no disco mais recente, González comenta: “É uma tentativa de encorajar o entendimento mútuo, para que possamos fazer o melhor da vida que sabemos que temos entre o nascimento e a morte. E dessa vez, usei rimas sem me preocupar”, brincou o músico.

Moons

Foi em 2016 que o Moons surgiu com seu primeiro disco Songs of Wood & Fire, misturando referencias tipicamente mineiras com o folk britânico de nomes como Nick Drake e John Martyn. Formada por Andre Travassos (voz, violão e guitarra) apos o fim de sua antiga banda Câmera, a formação se consolidou com a chegada de outros importantes nomes da cena musical de Belo Horizonte: Jennifer Souza (Transmissor) nas vozes e guitarras, Tiago Eiras (Dibigode) na bateria, Bernardo Bauer (Pequeno Ceu) nos baixos, Victor Magalhaes (Iconili) nos teclados, posteriormente substituído por Felipe D’Angelo e Digo Leite no banjo, violão e harmônica. Alem de colaborações precisas do maestro Rodrigo Garcia (Cartoon) nos arranjos de cordas. O folk orgânico e introspectivo do primeiro disco chamou a atenção da imprensa especializada pela delicadeza das composições e dos arranjos, figurando o disco em diversas listas de melhores lançamentos de 2016. A estreia nos palcos aconteceu em um mini turnê pela Franca, tocando em pequenos pubs e cafés como o seminal Le Pop In em Paris. De la para ca a banda passou por grandes cidades do Brasil, como Belo Horizonte, São Paulo e Brasília, além de festivais importantes como Breve Festival e Fartura na capital mineira, o emergente Hack Town em Santa Rita do Sapucaí, além do MECA Festival no incrível Inhotim. Trabalhando novamente em parceria com o produtor Leonardo Marques no estúdio Ilha do Corvo o Moons agora lança seu segundo disco, Thinking Out Loud, resultado de algumas imersões que a banda fez em um sítio nas montanhas nos arredores de Belo Horizonte. Fruto de jam sessions e experimentações, o álbum, gravado em sua maioria de forma orgânica com os integrantes tocando juntos, traz sonoridades que vão além do folk clássico que marcou a estreia da banda e explora outras vertentes como a soul music, space e blues rock.

Classificação: 18 anos

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